Cheguei ! Pensei abrindo o portão.
Chegando do trabalho, ás 17:30 hs de uma nublada e cinzenta sexta-feira, ao entrar na sala dou de cara com Max e Fluk, deitadões no sofá.
Cães sem vergonha! Gritei.
Toquei-os para fora da sala aos berros, socando tapas e esbofetiando tudo e todos que estavam no recinto, quando de repente parei, olhei atrás de mim , ali estavam max e fluk dois cachorros bobos olhando pra mim com cara de não sei o que. Com aquelas orelhas enormes de basset pra cima, respirei fundo, e olhei a minha direita, era marca de pata de cachorro pra tudo quanto é lado, pois chovera naquele dia. Saí bufando da sala!
-Cacete!- Pensei.
Fui até a cozinha, arrancando pelo caminho a roupa, toda marcada de pata de cachorro, abri a geladeira e dei uma talagada de uns 300 ml, na garrafa de faroni seco. Logo em seguida abri o chuveiro e ali permanecí por uns trinta minutos pra ver se saía toda aquela inhaca e fedor de cachorro molhado.
Saí do banho, acendi um cigarro .
Vou dar uma volta por essa noite jacariense!- Pensei.
Caminhando sozinho por aquelas ruas feias e construções que mais pareciam um amontoado de tijolos assentados por uma top da SP fashion week, de repente dou de cara com um sujeito esquisito e chapado ao mesmo tempo.
Me dá esse cigarro cara!- Falou o esquisito.
No primeiro instante neguei, mais não deu outra logo no instante seguinte tive que ceder, pois não queria minha barriga perfurada com aquela peixeira que ele carregava na cintura.
- Essa foi por pouco!- pensei
Caminhei mais adiante, entrei na padaria pra uma cerveja e me recompor daquele incidente. Fui até o banheiro e joguei uma água na cara.
- Preciso de mais trinta minutos de banho!- Pensei.
Paguei a conta na padaria e logo em seguida saí sem rumo e com um sentimento de bem estar por ter escapado daquele incidente.
Caminhei por uns dez minutos. Entrei num bar, sentei no balcão.
O que vai querer senhor!- Perguntou o garçon.
Cerveja.
Dentre várias pessoas presentes naquele bar, me deparei com uma linda mulher, com uma beleza simples e ao mesmo tempo encantadora.
Clara!- Foi assim que sua amiga a chamou.
Olhei fixamente para clara!
Poderia dormir de travesseiro nesse bumbum!-Pensei.
Estou apaixonado!-pensei. Como a anos não acontecia, claro que era apenas mais uma besteira, pelo menos eu achava.
Dei uma talagada na cerveja, a banda tocando jazz- Emmety Ray meu favorito.
Olhei novamente para Clara.
- Vestida para matar ! -Pensei.
-Garçon! Gritei.
- Sim senhor.
- Entregue esse martini para ela.- Apontei Clara.
E no guardanapo entrelaçado na haste da taça escrevi:
Toma esse martini comigo?
Logo em seguida veio clara andando em minha direção com aquele traje assassino.
- OI! Disse Clara.
Oi.
E naquele momento aquele olhar verde me seduzindo com apenas um oi.
Conversamos um pouco clara era estudante de direito. De repente dei-lhe um beijo naqueles lábios doces, abro os olhos me deparo com aquele olhar meigo e clara segurando minha mão embaixo da mesa.
Naquela noite fui caminhando com clara pra casa, pela madrugada escura e silênciosa de jacareí, clara e eu trocando carícias, e eu me sentindo muito feliz de ser quem eu era.
Beijo! Clara
Felipe Mendes, Dezembro/2007
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
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